domingo, 21 de agosto de 2011

Martelo ou articulação proximal interfalângica dos dedos

Um martelo é um dedo do pé que tende a permanecer dobrado na articulação média em uma posição de garra. Isto pode ser muito doloroso.
Existem dois tipos de dedo em martelo: 1) o dedo em martelo flexível, que pode ser endireitado manualmente; e 2) o dedo em martelo rígido, que não pode ser endireitado e pode tornar-se extremamente doloroso. Depois de algum tempo, a ponta do dedo pode pressionar-se contra o sapato, causando hiperqueratoses ou calosidades.
O dedo em martelo pode ser congênito (presente no nascimento) ou se desenvolver mais tarde. Ocorre quando há uma luxação da articulação do meio do dedo do pé devido a:
  • Ligamentos e tendões que foram apertados, fazendo com que a articulação do dedo a enrole para baixo.
  • Pressão de um joanete adjacente.
  • Usar sapatos inadequados: sapatos que não se encaixam corretamente, sapatos de salto alto ou calçados estreitos na área do dedo do pé, artrite.
Ocasionalmente, todos os dedos dos pés podem ser dobrados, isto pode ser devido a problemas com os nervos periféricos ou da medula espinhal.



Fatores de Risco
Um fator de risco é algo que aumenta sua chance de adquirir uma doença ou condição.
Os seguintes fatores aumentam sua chance de desenvolver um martelo. Se você tiver qualquer um desses fatores de risco, informe o seu médico:

  • Histórico familiar de pés de martelo ou artrite.
  • Joanetes, calos, calosidades ou persistente em seus pés.
  • Uso freqüente de calçado inadequado.Sintomas
    Se tiver algum destes sintomas, pode ser que não seja causado por dedo em martelo. Estes sintomas podem ser causados ​​por outras condições de saúde menos graves. Se você tiver algum deles, consulte seu médico:
    • Dedo do pé que se torce para baixo.
    • Calos no dorso do dedo do pé
    • Calos na sola do pé ou na ponta do dedo do pé
    • Dor na articulação média do dedo do pé
    • Desconforto na ponta do dedo do pé
    • Dificuldade em encontrar sapatos que se ajustem confortavelmente
    • Câibras nos dedos dos pés e às vezes no pé e na perna
    • Infecções ou úlceras no dedo do pé
    • Vermelhidão ou inchaço na junta do dedo do pé
    • Movimento com dificuldade ou doloroso em uma articulação do dedo do pé
    • Dor na sola do pé ou na base de um dedo do pé
    Diagnóstico
    O seu médico e podólogo irá perguntar sobre seus sintomas e histórico médico e realizar um exame físico do dedo do pé.
    Tratamento
    Verifique com seu médico ou podólogo, sobre o melhor plano de tratamento para você.


    Prevenção
    Para ajudar a reduzir suas chances de ter um dedo martelo, siga os seguintes passos:

  • Evite usar sapatos que são demasiado estreitas ou mal ajustados.
  • Evite saltos mais altos do que dois centímetros.
  • Verifique o tamanho do sapato de seu filho com frequência.
  • Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, melhor será o resultado. Bibliografia; Medine Plus

sábado, 20 de agosto de 2011

Análise qualitativa da marcha

Analisou-se a marcha humana e procurou-se identificar as diferentes posturas, os tipos de
movimento e relações de posição entre os vários segmentos anatómicos do corpo em movimento, usando terminologia especializada, que inclui a terminologia de comparação e interrelação e a terminologia específica para análise do movimento articular.
Figura 1. O ciclo da marcha
Um ciclo de marcha (ou passada) começa quando um pé (calcanhar) toca o chão e termina
quando o mesmo pé (calcanhar) toca novamente o chão. Pode ser dividido em fase de apoio e
fase de balanço
.


A fase de apoio subdivide-se em:
i) Contacto inicial – é o momento em que o pé posterior toca o chão. Normalmente, o
calcanhar é a primeira parte do pé que toca. A perna posterior está no final da subfase de apoio
terminal.
Balanço médio
Resposta de carga
Balanço inicial
Pré -balanço
Apoio terminal
Apoio médio
Contacto inicial
Balanço terminal
Formatadas: Marcas e numeração
Formatadas: Marcas e numeraçãoAna Gafaniz, Gustavo Lopes e Pedro Pires
ii) Resposta de carga – tem início quando todo o pé está no chão e envolve o curto período em que existe suporte duplo pelos membros inferiores. Termina quando o pé oposto se eleva, passando o peso do corpo para a perna anterior ao corpo (suporte simples). Nesta fase, a
perna suporta o peso do corpo nos planos sagital e frontal, enquanto mantém o movimento em
progresso. A perna posterior está na subfase pré-balanço.
iii) Apoio médio – corresponde à primeira metade do suporte simples. Tem início com a
elevação do pé posterior (que se encontra em balanço médio) e termina quando o peso do corpo está alinhado com a parte anterior do pé.
iv) Apoio terminal – inicia-se quando o calcanhar do pé (agora em posição posterior) se
eleva e continua até o calcanhar do pé anterior tocar o chão.
v) Pré-balanço – começa com a subfase de contacto inicial para o pé anterior e termina
quando o outro pé se eleva, dando início à fase de balanço. Há novamente um curto período
em que há suporte duplo por ambos os membros inferiores.
Já na fase de balanço distinguimos as subfases:
i) Balanço inicial – tem início quando pé posterior sai do chão para avançar e termina
quando o outro pé se encontra no fim da fase de apoio médio, momento em que o corpo está
novamente alinhado com a parte anterior do pé.
ii) Balanço médio – período em que o pé, em balanço, avança até a perna correspondente
se encontrar anterior ao corpo e a tíbia estiver na vertical.
iii) Balanço terminal – a perna anterior continua a mover-se em frente, ficando numa posi-
ção anterior à coxa. A subfase termina quando o pé anterior toca no chão, começando assim
um novo ciclo.


Técnicas de Análise da Marcha,
http://www.actafisiatrica.org.br/v1%5Ccontrole/secure/Arquivos/AnexosArtigos/4C5BDE

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Orlando Madella

  • VOCÊ SABIA?
    A palavra latina tínea (em português, tinha) é empregada para designar dermatofitoses, porque originariamente se acreditava que elas eram causadas por parasita semelhante a um verme. Só depois descobriu-se que esses agentes eram fungos, passando a doença, desde então, a ser chamada cientificamente de onicomicose, dermófito, dermatófito etc.
      • Mirian Sodré Qm me dera ter sido sua aluna! desde q me conheço como podologa sempre ouvi falar de vc, agora tenho interece no dicionario, como faço para abte-lo?

  • O que fazer se suas unhas estiverem ?

                           

                                              
    A fraqueza das unhas é um problema que muitas mulheres
    enfrentam e que pode ser ocasionado por diversos motivos.
    Muitas já tentaram todas as receitas conhecidas e as unhas
    continuaram quebradiças. Encontrar o motivo da fraqueza é
    o primeiro passo para tratá-la e esse pode variar desde o uso
    constante de produtos químicos, como o de detergentes, a
    problemas alimentares como a falta de vitaminas.
                            
    As unhas, além de proteger os dedos dos impactos a que estes
    são submetidos, auxiliam na apreensão de objetos e no tato.
    Composta basicamente de queratina pode ter seu
    enfraquecimento ocasionado pelo hábito de fazer as unhas
    todas às semanas. Tanto acetona, como removedor de
    esmalte, ressecam as unhas tornando-as mais quebradiças,
    tirando seu brilho e formando manchas brancas em sua
    superfície.
    Os esmaltes também podem ressecar as unhas, por isso,
    especialistas indicam não pintar todas as semanas e sempre
    hidratá-las bem. Para aquelas mulheres que não conseguem
    ficar com as unhas naturais uma dica é retirar o esmaltes dois
    dias antes de refazê-las e hidratar bem as mãos.
    Cuidados:
     O uso constante de esmalte também colabora para o
    enfraquecimento das unhas.
    Não é só o hábito de fazer as unhas todas às semanas que as
    danificam, a retirada da cutícula também afeta e deve ser
    sempre banida. Ela protege a matriz da unha e impede a
    penetração de bactérias e fungos. Quando a matriz é lesada
    podem surgir infecções e defeitos graves e até mesmo
    definitivos para a mão.
     Não é só o hábito de fazer as unhas todas às semanas que as
    danificam, a retirada da cutícula também afeta e deve ser
    sempre banida. Ela protege a matriz da unha e impede a
    penetração de bactérias e fungos. Quando a matriz é lesada
    podem surgir infecções e defeitos graves e até mesmo
    definitivos para a mão.
                      

    Tratamentos e cuidados com as unhas:
    Aquelas pessoas que tem uma hora marcada todas as
    semanas na manicure e mesmo assim continuam reclamando
    de fraqueza nas unhas tem também como alternativa
    aumentar o tempo entre as idas ao salão de beleza. Diminui-
    se o uso de acetonas e removedores e aumenta-se a
    hidratação que deve ser constante com cremes à base de
    uréia. Alguns produtos, como esmaltes fortalecedores e óleos
    ajudam porque hidratam, mas em alguns casos eles não são
    suficientes.
    Bases específicas podem ajudar a
    fortalecer as unhas fracas.
                               
     Outra opção são as bases fortalecedoras formulados
    especialmente pelo dermatologista, que tem em sua
    composição carbonato de cálcio, formaldeído e derivados de
    quinino. O medicamento via oral também são indicados e
    feitos principalmente de vitaminas derivadas do complexo B.
    É indispensável também, para uma unha saudável, que estas
    estejam sempre protegidas com luvas para evitar
    traumatismos, principalmente para os profissionais que
    dependem diretamente de suas mãos, como cozinheiros e
    lavadeiras, pois estes estão mais sujeitos a traumas que
    podem danificar suas unhas.
    Além das unhas ficarem quebradiças, finas e dobrarem com
    facilidade, o aspecto poroso e a descamação que se inicia na
    ponta é sinais de que as unhas estão fracas. Antes de escolher
    qualquer tratamento é necessário fazer uma investigação das
    causas do enfraquecimento das unhas e, para isso, consulte
    uma especialista, pois este poderá lhe orientar encontrar a
    razão dessa fraqueza e diagnosticar o melhor tratamento.
                                   
       Unhas bonitas, são unhas saudáveis!

    Infecções por Dermatófitos – Pé de Atleta


      As micoses são infecções da pele causadas por fungos, microorganismos que se alimentam de células da pele e que sobrevivem em ambientes fechados, ao mesmo tempo quentes e úmidos. São duas as micoses do pé: a micoses da pele (pé-de-atleta) e as micoses das unhas (onicomicoses)


    As dermatofitoses, tinhas ou dermatomicoses são micoses causadas por um grupo de fungos conhecidos como dermatófitos.
     
    Os dermatófitos constituem um grupo de fungos que, em vida parasitária, têm a capacidade de invadir tecidos queratinizados de humanos e outros animais, causando infecções denominadas dermatofitoses. Os fungos dermatófitos que frequentemente causam o pé de atleta pertencem a dois gêneros – Trichophyton e Epidermophyton. Destes, as espécies Trichophyton rubrum e Trichophyton Mentagrophytes são as mais comuns.
     
    Os dermatófitos podem atingir qualquer área do nosso corpo como, por exemplo, o estrato córneo da pele, as placas ungueais (unhas das mãos ou dos pés) ou os pêlos. O aspecto varia desde a descamação ligeira até um processo inflamatório mais intenso associado a prurido (comichão). Os locais de infecção incluem o pé, as unhas, ou o couro cabeludo.
     
    As manifestações clássicas na planta dos pés caracterizam-se por pequenas vesículas (bolhinhas) com conteúdo límpidas, que após secagem se tornam avermelhadas e descamativas, podendo estar ou não associadas à comichão, conhecida por disseminação tipo “moucassin”, onde toda a planta do pé e o seu contorno lateral se encontram afetado Nos espaços interdigitais, sobretudo entre o 4º e 5º dedos, causa prurido(coseira), descamação, maceração e fissuras.
    Infecção Fúngica (Pé de Atleta ou frieira)
    Difíceis de erradicar?
    Eliminar por completo os fungos que se instalam nos pés e nas unhas é difícil, pelo que o tratamento é sempre prolongado. O tratamento depende da gravidade da infecção, podendo ser utilizados medicamentos antifúngicos tópicos (cremes, pomadas, soluções ou pós de aplicação localizada) e medicamentos antifúngicos orais.
    O importante é iniciar o tratamento o mais cedo possível, de modo a evitar que a micose se agrave. Consulte o seu Podólogo regulamente.
                   
    Curiosidades:
    Estima-se que cerca de 10 a 15% da população mundial, pode ser infectada por dermatófitos no decorrer de suas vidas
    Outras infecções:
    Candidíase interdigital
     
    A candidíase é uma infecção micótica causada por um grupo de leveduras relacionadas. Quando as condições ambientais são particularmente favoráveis (tempo úmido e quente) ou quando as defesas imunitárias do indivíduo se encontram comprometidas, o fungo pode infectar a pele. Tal como os dermatófitos, a Cândida cresce bem em condições quentes e úmidas.
                                            
    As manifestações localizam-se na pele ou apresentar disseminação sistêmica (situação rara). Os fatores predisponentes incluem diabetes mellitus, imunodeficiências celulares e HIV. Localizações freqüentes incluem a cavidade oral (sapinho), áreas maceradas e cronicamente úmidas, área Peri ungueal (em redor das unhas), zonas interdigitais dos pés. O espaço entre os dedos apresenta-se com aspecto macerado, acompanhado de um odor desagradável.

    terça-feira, 9 de agosto de 2011

    MICOSES NA UNHA (onicomicose)

    As onicomicoses são infecções das unhas causadas por fungos que se desenvolvem facilmente alimentando-se de queratina (substância responsável pela rigidez das unhas). Além de afectarem gravemente as unhas dos pés, são bastante incómodas e de aspecto desagradável, podendo tornar-se muito dolorosas.
    Normalmente surgem por exposição directa aos fungos ou por contágio (pé-de-atleta).

    Habitualmente, a unha do dedo grande é a primeira a ser afectada. No entanto, todas as outras unhas do pé podem também ser afectadas.
    Os primeiros sinais da doença correspondem à modificação da cor da unha (amarelada, acastanhada ou esbranquiçada), ao seu engrossamento, ao aparecimento de depósito (tipo farinha) por baixo da unha, e/ou alteração da forma.

    As onicomicoses limitam as actividades normais das pessoas, pois tornam doloroso o uso de sapatos, condicionam o andar, para além de serem extremamente desconfortáveis, inconvenientes e embaraçosas.

    Factores de Contágio:
    · Locais fechados e pouco arejados, nomeadamente locais húmidos e quentes como ginásios, balneários, piscinas, saunas, instalações de apoio dos veraneantes e praias
    · Susceptibilidade/sensibilidade por parte de cada pessoa, mas cuja natureza é ainda desconhecida
    · Baixa imunidade do organismo, que pode ser devida a stress, doenças como a sida e a diabetes, quimioterapia, entre outros
    · Partilha de toalhas, tapetes, meias, sapatos
    · Praticantes de desporto
    · Pessoas menos novas
    · Profissionais de limpeza e jardinagem
    · Quem tem problemas como a diabetes, obesidade, podológicos, doenças cardiovasculares e imunodeficiências, etc.

    Existem ainda os efeitos psicológicos da doença:
    - Causa embaraço e vergonha;
    - Provoca medo de contágio a outras pessoas;
    - Provoca perda de auto estima, ansiedade e isolamento social.

    Não esqueça: a interrupção do tratamento favorece a persistência do fungo, ou a sua recaída.

    O acompanhamento podológico de pessoas com onicomicose garante tratamentos eficazes, principalmente após o resultado de análise ao fungo (procedimento existente na DOUTORPÉ), contribuindo desta forma para a melhoria substancial da qualidade de vida destes doentes.

    Como tal, deve consultar o seu podologista para indicação do tratamento mais adequado ao seu caso.

    quinta-feira, 4 de agosto de 2011

    Lesão de Tornozelo em Atletas


    Por: Israel de Toledo - Brasil
    Introdução
    Nos vários anos de experiência profissional, tenho visto por inúmeras vezes profissionais da área da saúde, tratarem de forma inadequada, pacientes com alterações no retropé. São prescrições e confecções equivocadas de palmilhas ortopédicas, que atingem desde crianças e adultos à atletas esportistas, onde esses equívocos têm gerado mais complicações resultantes do que o tratamento esperado.
    Apesar da má compreensão relacionada ao pé infantil, iremos abordar o pé de adultos esportistas e as complicações resultantes de um tratamento impreciso.
    O Retropé
    A articulação tíbio-társica representa o maior nível de recepção de cargas do pé humano, e esta tem influencia direta nos movimentos dos pés e conseqüentemente na postura do indivíduo. Trata-se também, da articulação intermediária para as alterações biomecânicas ascendentes para coluna ou descendentes para os pés. No retropé, pela carga lançada diretamente no tálus pelos maléolos tibial e fibular, a articulação tíbio-társica (que é o tornozelo propriamente dito), o encaixe tíbio-fibular, se acopla de maneira exata com o talus e assim, permite o movimento de flexo-extensão.
    Se as cargas não estiverem harmoniosamente envolvidas com a biomecânica dos movimentos dos pés, podem gerar uma série de lesões, sendo que uma das principais lesões é a fratura por estresse, que representa 4,7% a 30% das lesões encontradas em corredores, a maioria na tíbia (49,9%), ossos do tarso (25,3%), metatarsos (8,8%), fêmur (7,2%), fíbula (6,6%), pelve (1,6%), sesamoides (0,9%) e coluna (0,6%).
    Avaliações Imprudentes
    Uma realidade lamentável é que poucos esportes são valorizados a ponto de seus praticantes terem acesso a equipamentos e principalmente a profissionais qualificados para uma boa avaliação ou mesmo orientação. Apenas poucos como o Futebol, Vôlei ou Basquete (e isto não são todos), tem tal recurso. Porém, esportes de alto impacto como o atletismo e suas muitas modalidades não o tem. A indicação Médica aos sedentários para adquirirem a prática de uma caminhada, tem gerado também um aumento expressivo do número de pessoas adeptas a este esporte.
    Junto a esta realidade, corredores amadores ou mesmo os profissionais, tem muitas vezes buscado ajuda em lojas especializadas em produtos esportivos, atrás das ditas “avaliações biomecânicas” oferecidas nestes lugares. Com equipamentos aparentemente sofisticados ou no mínimo bonitos e impressionantes. Tais atletas são avaliados por profissionais não qualificados, aliás, em quase toda sua totalidade, são vendedores treinados pelas empresas a manusear equipamentos medíocres ou no mínimo imprecisos, que tem levado a indicações fraudulentas e inconseqüentes e sem nenhum critério clinico, onde seus resultados geram processos inflamatórios e lesões a estes atletas.
    O Podólogo
    Assim como ocorre em diversas partes do mundo, aqui no Brasil o Podólogo deveria se especializar na biomecânica dos pés, para fortalecer o número de profissionais competentes e qualificados a dar atenção a estes e outros atletas.
    É certo que hoje o Podólogo já tem um amplo conhecimento dos pés, seja de forma fisiológica, anatômica ou patológica, e um grande número de Podólogos tem estudado e se especializado na biomecânica dos pés, porém, este estudo deve ser uma pratica habitual a todos e não a alguns. Pois o conhecimento diferenciado pela dedicação ao estudo dos pés, tem dado a este profissional uma capacitação cada vez maior para tratá-los de forma eficaz e responsável, como orientar seu paciente sobre o tipo de calçado adequado ou mesmo o estado biomecânico com as alterações e suas conseqüências, podendo orientar, tratar ou mesmo encaminhar este paciente ao Médico. Basta observar a evolução do Podólogo no Brasil, e facilmente veremos que este profissional é altamente capaz e futuramente será a profissão mais solicitada no que diz respeito ao tratamento dos pés; referente ao tema tratado, o Podólogo pode muito auxiliar o tratamento e mesmo a avaliação destes atletas.
    Lesões comuns
    No que se diz respeito ao tornozelo, as lesões mais comuns se devem ao varismo (fig. 3 – A) e ao valgismo (fig. 3 – B), podendo ser também aos pés desarmônicos. Tanto um quanto outro, geram alterações biomecânicas sérias com graves resultados.
    O varismo cria um talus em varo e queda da articulação talocancânea lateral, provocando uma rotação externa dos eixos tibiais e femurais (fig. 1), alterando todo quadril e coluna conseqüentemente. Aumenta o arco medial levando este a cavo e supinando o antepé. Ocorre uma abertura da articulação talus/fibular e o pinçamento da articulação talus/tibial e é nesta hora que ocorre a fratura por estresse no choque do talus com o maléolo tibial.
    O valgismo tem a conseqüência contrária do varismo, pois coloca o talus em valgo provocando uma rotação interna do fêmur (fig. 2), alterando o quadril e a coluna. O arco medial torna-se planovalgo e o antepé pronado. Ou seja, tanto o valgismo quanto o varismo, se houver uma carga muito grande ou mesmo o estresse repetitivo, poderá ocorrer uma fratura (fig. 3).
    (fig. 1)
    clip_image002
    (fig. 2)
    clip_image004
    (fig. 3)
    clip_image006
    Os pés desarmônicos são a soma de um valgo em um pé e o varo em outro. Com rotação interna do fêmur de um lado e externa do outro, ele pode ser ou não patológico na forma estática mas será certamente na dinâmica. Suas conseqüências vão desde dores musculares na panturrilha aos pés, pois sua alteração na postura é tão diversificada que suas conseqüências também serão.
    Além disso, pesquisas revelam que lesões como fratura por estresse, condromalácia patelar, síndrome de estresse tibial (shin splints), fascite plantar e tendinite do tendão calcâneo ocorrem por uso excessivo e repetitivo de cargas nas estruturas do sistema musculoesquelético, são características em corredores de longa distância.
    Fatores Importantes
    Um dos principais fatores a se observar no tornozelo, não é se o atleta tem ou não um valgo ou varo, e sim, o grau de cada um deles. As alterações biomecânicas que eles desenvolvem; patologias associadas e sintomas apresentados. Junto com uma boa avaliação de anaminese, onde podemos traçar o perfil do paciente e com a soma dos resultados, prever futuras lesões. Feito isto, inicia-se o tratamento conservador.
    Uma vez conhecendo as articulações do tornozelo, nunca podemos confundir um pé plano (que tem sua origem no arco medial) com um planovalgo (que tem origem no valgismo), pois esta é o mais comum dos erros cometidos por profissionais da área da saúde que tratam os pés e como seu tratamento são diferentes, o equivoco deste gera não apenas falha absoluta no resultado esperado, como também poderá criar um desvio muito maior nestes pés.
    É importante reconhecer que não basta tratar a lesão ou mesmo a fratura, se não conhecer ou principalmente tratar a origem desta lesão. Que fique claro que não é com um tênis de última geração ou com uma avaliação simplória que ira se tratar o problema. Quando se refere ao tratamento conservador, referimos ao tratamento com uma palmilha ortopédica, feita sobe medida ao paciente após um avaliação biomecânica profunda, feita por profissionais qualificados como o Fisioterapeuta ou outro especialista em pés. Somente a palmilha terá a capacidade de alterar e redistribuir corretamente as cargas do pé. Não existe nenhum calçado capaz de obter o mesmo resultado, pois sempre haverá indivíduos que terão alterações de um porte em um pé, diferente do outro pé, transformando tratamentos de origem industrializada em verdadeiras utopias.
    Das palmilhas existentes hoje no mercado, que tem resultados altamente positivos na redistribuição de cargas sem comprometer a biomecânica de um atleta, só aconselho a nova técnica de TOLEDO®, pois sua exigência na captação de informações biomecânicas somado a sua alta capacidade de absorção de impactos e precisão anatômica, faz desta técnica de palmilha, o que existe de melhor em palmilhas biomecânicas do mercado.
    Diversos estudos têm comprovado sua porcentagem de resultados positivos, não apenas em atletas, mas no que diz respeito ao tratamento de patologias associadas aos pés.
    Conclusão
    Se ao observar o varismo, valgismo ou pés desarmônicos em seu paciente, identifique o grau desta patologia, se já existe seqüelas nas articulações, tendões ou processo inflamatório, se existe dor e sua intensidade. A soma de todas as informações, indicará qual tratamento a ser adotado ou mesmo se este paciente deverá ser encaminhado a outro profissional (junto a uma equipe interdisciplinar).
    Independente de outro acompanhamento profissional interdisciplinar, este paciente deverá usar um par de palmilhas ortopédicas que o auxilie na reposição biomecânica de seus pés. Indico também que se faça uma avaliação de R.P.G (Reeducação Postural Global) para evitar, ou mesmo corrigir, eventuais seqüelas na coluna.
    Profº Israel de Toledo
    Podólogo; Ortesista; Especialista em Pés Diabéticos (H. Brigadeiro); Especialista em Palmilhas Ortopédicas (ABOTEC – Brasil e FLEXOR – Espanha); Autor da Técnica de Palmilhas TOLEDO®; Palestrante e Professor em Cursos de Palmilhas.
    Bibliografia
    1. SODRÉ, H.. Manual de Ortopedia, EPM, 1992.
    2.BRICOT, Bernard. Posturologia, Icone,2001.
    3.ÁLVAREZ, Miguel.Lesões nos Pés em Podologia Esportiva, Podologia hoje, 2005.
    4.BEGA, Armando. Podologia Bases Clínicas e Anatômicas, Martinari, 2009.
    5.SHIMIDT, Ademir.Estudo da Distribuição da Pressão Plantar do Equilíbrio Corporal em Corredores de Longa Distância, Unicamp,2006.
    6.SIGNORINI,Leonardo.Corrida de Longa Distância,Medicina Esportiva Joaquim Grava,2005