domingo, 21 de agosto de 2011

FASCEITE PLANTAR



A fáscia plantar é um tecido que recobre a musculatura do pé, estendendo-se do calcanhar aos dedos. A fascite constitui-se da inflamação deste tecido. Esta patologia acomete principalmente mulheres na faixa etária dos 40 aos 50 anos e está bastante relacionada com obesidade. O indivíduo com fascite plantar queixa-se de dor na planta dos pés, especialmente durante os primeiros passos logo ao acordar, pois neste momento os tecidos da planta do pé estão mais encurtados. Outra queixa comum é piora do quadro após a prática esportiva, ou ter passado longos períodos de pé. Este quadro será bastante atenuado pelo uso de palmilhas de silicone e alongamento diário do tendão de Aquiles e da fáscia plantar.



Este é um dos problemas mais comuns nos pés dos corredores. Geralmente começa como uma dor leve. Sensibilidade na área da sola do pé próxima ao arco ou no calcanhar. Ela fica gradualmente mais severa ao se localizar num local abaixo do calcanhar onde o atleta se sente como se tivesse uma pedrinha. O atleta sentirá que o seu pé doerá mais cedo de manhã mas melhorará à medida que se aquecer durante o dia. Também notará dor depois da corrida.
Causas – A fascia plantar é um tecido parecido com um ligamento que corre da parte frontal do pé, passando pelo arco do pé, até ao osso do calcanhar. Se o atleta tem pé chato ou move o pé em excesso quando corre (super-pronação), a fascia plantar fica tensa com a maior parte do stress ocorrendo próximo do calcanhar.
Tratamento - O atleta precisa dar suporte ao arco do pé, ou
diminuir a super-pronação, ou as duas coisas. Os sapatos de corrida com uma sola mais firme irão geralmente ajudar, e em especial os da categoria reforçada, os quais reduzem a pronação. Palmilhas ortopédicas ou suportes ao arco do pé, são geralmente eficazes, já que eles podem dar o suporte extra que necessita. Também pode enfaixar o seu pé para dar suporte ao seu arco de pé e à fascia. Se conseguir correr apesar da dor, massaje a área inflamada do pé com gelo após a corrida.
Se nada funcionar, providencie uma palmilha ortopédica feita sob medida
por um fisioterapeuta, podólogo ou ortopedista que tenha conhecimentos sobre a corrida.
Prevenção - Alongue os músculos da da cadeia posterior antes e depois da
corrida. Se correr com super-pronação, use uns ténis firme, com reforço total, para limitar a pronação.
Pode-se correr com isso? - Depende da gravidade. Geralmente, o atleta pode correr em casos ligeiros ou moderados de fasceite plantar.

Martelo ou articulação proximal interfalângica dos dedos

Um martelo é um dedo do pé que tende a permanecer dobrado na articulação média em uma posição de garra. Isto pode ser muito doloroso.
Existem dois tipos de dedo em martelo: 1) o dedo em martelo flexível, que pode ser endireitado manualmente; e 2) o dedo em martelo rígido, que não pode ser endireitado e pode tornar-se extremamente doloroso. Depois de algum tempo, a ponta do dedo pode pressionar-se contra o sapato, causando hiperqueratoses ou calosidades.
O dedo em martelo pode ser congênito (presente no nascimento) ou se desenvolver mais tarde. Ocorre quando há uma luxação da articulação do meio do dedo do pé devido a:
  • Ligamentos e tendões que foram apertados, fazendo com que a articulação do dedo a enrole para baixo.
  • Pressão de um joanete adjacente.
  • Usar sapatos inadequados: sapatos que não se encaixam corretamente, sapatos de salto alto ou calçados estreitos na área do dedo do pé, artrite.
Ocasionalmente, todos os dedos dos pés podem ser dobrados, isto pode ser devido a problemas com os nervos periféricos ou da medula espinhal.



Fatores de Risco
Um fator de risco é algo que aumenta sua chance de adquirir uma doença ou condição.
Os seguintes fatores aumentam sua chance de desenvolver um martelo. Se você tiver qualquer um desses fatores de risco, informe o seu médico:

  • Histórico familiar de pés de martelo ou artrite.
  • Joanetes, calos, calosidades ou persistente em seus pés.
  • Uso freqüente de calçado inadequado.Sintomas
    Se tiver algum destes sintomas, pode ser que não seja causado por dedo em martelo. Estes sintomas podem ser causados ​​por outras condições de saúde menos graves. Se você tiver algum deles, consulte seu médico:
    • Dedo do pé que se torce para baixo.
    • Calos no dorso do dedo do pé
    • Calos na sola do pé ou na ponta do dedo do pé
    • Dor na articulação média do dedo do pé
    • Desconforto na ponta do dedo do pé
    • Dificuldade em encontrar sapatos que se ajustem confortavelmente
    • Câibras nos dedos dos pés e às vezes no pé e na perna
    • Infecções ou úlceras no dedo do pé
    • Vermelhidão ou inchaço na junta do dedo do pé
    • Movimento com dificuldade ou doloroso em uma articulação do dedo do pé
    • Dor na sola do pé ou na base de um dedo do pé
    Diagnóstico
    O seu médico e podólogo irá perguntar sobre seus sintomas e histórico médico e realizar um exame físico do dedo do pé.
    Tratamento
    Verifique com seu médico ou podólogo, sobre o melhor plano de tratamento para você.


    Prevenção
    Para ajudar a reduzir suas chances de ter um dedo martelo, siga os seguintes passos:

  • Evite usar sapatos que são demasiado estreitas ou mal ajustados.
  • Evite saltos mais altos do que dois centímetros.
  • Verifique o tamanho do sapato de seu filho com frequência.
  • Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, melhor será o resultado. Bibliografia; Medine Plus

sábado, 20 de agosto de 2011

Análise qualitativa da marcha

Analisou-se a marcha humana e procurou-se identificar as diferentes posturas, os tipos de
movimento e relações de posição entre os vários segmentos anatómicos do corpo em movimento, usando terminologia especializada, que inclui a terminologia de comparação e interrelação e a terminologia específica para análise do movimento articular.
Figura 1. O ciclo da marcha
Um ciclo de marcha (ou passada) começa quando um pé (calcanhar) toca o chão e termina
quando o mesmo pé (calcanhar) toca novamente o chão. Pode ser dividido em fase de apoio e
fase de balanço
.


A fase de apoio subdivide-se em:
i) Contacto inicial – é o momento em que o pé posterior toca o chão. Normalmente, o
calcanhar é a primeira parte do pé que toca. A perna posterior está no final da subfase de apoio
terminal.
Balanço médio
Resposta de carga
Balanço inicial
Pré -balanço
Apoio terminal
Apoio médio
Contacto inicial
Balanço terminal
Formatadas: Marcas e numeração
Formatadas: Marcas e numeraçãoAna Gafaniz, Gustavo Lopes e Pedro Pires
ii) Resposta de carga – tem início quando todo o pé está no chão e envolve o curto período em que existe suporte duplo pelos membros inferiores. Termina quando o pé oposto se eleva, passando o peso do corpo para a perna anterior ao corpo (suporte simples). Nesta fase, a
perna suporta o peso do corpo nos planos sagital e frontal, enquanto mantém o movimento em
progresso. A perna posterior está na subfase pré-balanço.
iii) Apoio médio – corresponde à primeira metade do suporte simples. Tem início com a
elevação do pé posterior (que se encontra em balanço médio) e termina quando o peso do corpo está alinhado com a parte anterior do pé.
iv) Apoio terminal – inicia-se quando o calcanhar do pé (agora em posição posterior) se
eleva e continua até o calcanhar do pé anterior tocar o chão.
v) Pré-balanço – começa com a subfase de contacto inicial para o pé anterior e termina
quando o outro pé se eleva, dando início à fase de balanço. Há novamente um curto período
em que há suporte duplo por ambos os membros inferiores.
Já na fase de balanço distinguimos as subfases:
i) Balanço inicial – tem início quando pé posterior sai do chão para avançar e termina
quando o outro pé se encontra no fim da fase de apoio médio, momento em que o corpo está
novamente alinhado com a parte anterior do pé.
ii) Balanço médio – período em que o pé, em balanço, avança até a perna correspondente
se encontrar anterior ao corpo e a tíbia estiver na vertical.
iii) Balanço terminal – a perna anterior continua a mover-se em frente, ficando numa posi-
ção anterior à coxa. A subfase termina quando o pé anterior toca no chão, começando assim
um novo ciclo.


Técnicas de Análise da Marcha,
http://www.actafisiatrica.org.br/v1%5Ccontrole/secure/Arquivos/AnexosArtigos/4C5BDE

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Orlando Madella

  • VOCÊ SABIA?
    A palavra latina tínea (em português, tinha) é empregada para designar dermatofitoses, porque originariamente se acreditava que elas eram causadas por parasita semelhante a um verme. Só depois descobriu-se que esses agentes eram fungos, passando a doença, desde então, a ser chamada cientificamente de onicomicose, dermófito, dermatófito etc.
      • Mirian Sodré Qm me dera ter sido sua aluna! desde q me conheço como podologa sempre ouvi falar de vc, agora tenho interece no dicionario, como faço para abte-lo?

  • O que fazer se suas unhas estiverem ?

                           

                                              
    A fraqueza das unhas é um problema que muitas mulheres
    enfrentam e que pode ser ocasionado por diversos motivos.
    Muitas já tentaram todas as receitas conhecidas e as unhas
    continuaram quebradiças. Encontrar o motivo da fraqueza é
    o primeiro passo para tratá-la e esse pode variar desde o uso
    constante de produtos químicos, como o de detergentes, a
    problemas alimentares como a falta de vitaminas.
                            
    As unhas, além de proteger os dedos dos impactos a que estes
    são submetidos, auxiliam na apreensão de objetos e no tato.
    Composta basicamente de queratina pode ter seu
    enfraquecimento ocasionado pelo hábito de fazer as unhas
    todas às semanas. Tanto acetona, como removedor de
    esmalte, ressecam as unhas tornando-as mais quebradiças,
    tirando seu brilho e formando manchas brancas em sua
    superfície.
    Os esmaltes também podem ressecar as unhas, por isso,
    especialistas indicam não pintar todas as semanas e sempre
    hidratá-las bem. Para aquelas mulheres que não conseguem
    ficar com as unhas naturais uma dica é retirar o esmaltes dois
    dias antes de refazê-las e hidratar bem as mãos.
    Cuidados:
     O uso constante de esmalte também colabora para o
    enfraquecimento das unhas.
    Não é só o hábito de fazer as unhas todas às semanas que as
    danificam, a retirada da cutícula também afeta e deve ser
    sempre banida. Ela protege a matriz da unha e impede a
    penetração de bactérias e fungos. Quando a matriz é lesada
    podem surgir infecções e defeitos graves e até mesmo
    definitivos para a mão.
     Não é só o hábito de fazer as unhas todas às semanas que as
    danificam, a retirada da cutícula também afeta e deve ser
    sempre banida. Ela protege a matriz da unha e impede a
    penetração de bactérias e fungos. Quando a matriz é lesada
    podem surgir infecções e defeitos graves e até mesmo
    definitivos para a mão.
                      

    Tratamentos e cuidados com as unhas:
    Aquelas pessoas que tem uma hora marcada todas as
    semanas na manicure e mesmo assim continuam reclamando
    de fraqueza nas unhas tem também como alternativa
    aumentar o tempo entre as idas ao salão de beleza. Diminui-
    se o uso de acetonas e removedores e aumenta-se a
    hidratação que deve ser constante com cremes à base de
    uréia. Alguns produtos, como esmaltes fortalecedores e óleos
    ajudam porque hidratam, mas em alguns casos eles não são
    suficientes.
    Bases específicas podem ajudar a
    fortalecer as unhas fracas.
                               
     Outra opção são as bases fortalecedoras formulados
    especialmente pelo dermatologista, que tem em sua
    composição carbonato de cálcio, formaldeído e derivados de
    quinino. O medicamento via oral também são indicados e
    feitos principalmente de vitaminas derivadas do complexo B.
    É indispensável também, para uma unha saudável, que estas
    estejam sempre protegidas com luvas para evitar
    traumatismos, principalmente para os profissionais que
    dependem diretamente de suas mãos, como cozinheiros e
    lavadeiras, pois estes estão mais sujeitos a traumas que
    podem danificar suas unhas.
    Além das unhas ficarem quebradiças, finas e dobrarem com
    facilidade, o aspecto poroso e a descamação que se inicia na
    ponta é sinais de que as unhas estão fracas. Antes de escolher
    qualquer tratamento é necessário fazer uma investigação das
    causas do enfraquecimento das unhas e, para isso, consulte
    uma especialista, pois este poderá lhe orientar encontrar a
    razão dessa fraqueza e diagnosticar o melhor tratamento.
                                   
       Unhas bonitas, são unhas saudáveis!

    Infecções por Dermatófitos – Pé de Atleta


      As micoses são infecções da pele causadas por fungos, microorganismos que se alimentam de células da pele e que sobrevivem em ambientes fechados, ao mesmo tempo quentes e úmidos. São duas as micoses do pé: a micoses da pele (pé-de-atleta) e as micoses das unhas (onicomicoses)


    As dermatofitoses, tinhas ou dermatomicoses são micoses causadas por um grupo de fungos conhecidos como dermatófitos.
     
    Os dermatófitos constituem um grupo de fungos que, em vida parasitária, têm a capacidade de invadir tecidos queratinizados de humanos e outros animais, causando infecções denominadas dermatofitoses. Os fungos dermatófitos que frequentemente causam o pé de atleta pertencem a dois gêneros – Trichophyton e Epidermophyton. Destes, as espécies Trichophyton rubrum e Trichophyton Mentagrophytes são as mais comuns.
     
    Os dermatófitos podem atingir qualquer área do nosso corpo como, por exemplo, o estrato córneo da pele, as placas ungueais (unhas das mãos ou dos pés) ou os pêlos. O aspecto varia desde a descamação ligeira até um processo inflamatório mais intenso associado a prurido (comichão). Os locais de infecção incluem o pé, as unhas, ou o couro cabeludo.
     
    As manifestações clássicas na planta dos pés caracterizam-se por pequenas vesículas (bolhinhas) com conteúdo límpidas, que após secagem se tornam avermelhadas e descamativas, podendo estar ou não associadas à comichão, conhecida por disseminação tipo “moucassin”, onde toda a planta do pé e o seu contorno lateral se encontram afetado Nos espaços interdigitais, sobretudo entre o 4º e 5º dedos, causa prurido(coseira), descamação, maceração e fissuras.
    Infecção Fúngica (Pé de Atleta ou frieira)
    Difíceis de erradicar?
    Eliminar por completo os fungos que se instalam nos pés e nas unhas é difícil, pelo que o tratamento é sempre prolongado. O tratamento depende da gravidade da infecção, podendo ser utilizados medicamentos antifúngicos tópicos (cremes, pomadas, soluções ou pós de aplicação localizada) e medicamentos antifúngicos orais.
    O importante é iniciar o tratamento o mais cedo possível, de modo a evitar que a micose se agrave. Consulte o seu Podólogo regulamente.
                   
    Curiosidades:
    Estima-se que cerca de 10 a 15% da população mundial, pode ser infectada por dermatófitos no decorrer de suas vidas
    Outras infecções:
    Candidíase interdigital
     
    A candidíase é uma infecção micótica causada por um grupo de leveduras relacionadas. Quando as condições ambientais são particularmente favoráveis (tempo úmido e quente) ou quando as defesas imunitárias do indivíduo se encontram comprometidas, o fungo pode infectar a pele. Tal como os dermatófitos, a Cândida cresce bem em condições quentes e úmidas.
                                            
    As manifestações localizam-se na pele ou apresentar disseminação sistêmica (situação rara). Os fatores predisponentes incluem diabetes mellitus, imunodeficiências celulares e HIV. Localizações freqüentes incluem a cavidade oral (sapinho), áreas maceradas e cronicamente úmidas, área Peri ungueal (em redor das unhas), zonas interdigitais dos pés. O espaço entre os dedos apresenta-se com aspecto macerado, acompanhado de um odor desagradável.

    terça-feira, 9 de agosto de 2011

    MICOSES NA UNHA (onicomicose)

    As onicomicoses são infecções das unhas causadas por fungos que se desenvolvem facilmente alimentando-se de queratina (substância responsável pela rigidez das unhas). Além de afectarem gravemente as unhas dos pés, são bastante incómodas e de aspecto desagradável, podendo tornar-se muito dolorosas.
    Normalmente surgem por exposição directa aos fungos ou por contágio (pé-de-atleta).

    Habitualmente, a unha do dedo grande é a primeira a ser afectada. No entanto, todas as outras unhas do pé podem também ser afectadas.
    Os primeiros sinais da doença correspondem à modificação da cor da unha (amarelada, acastanhada ou esbranquiçada), ao seu engrossamento, ao aparecimento de depósito (tipo farinha) por baixo da unha, e/ou alteração da forma.

    As onicomicoses limitam as actividades normais das pessoas, pois tornam doloroso o uso de sapatos, condicionam o andar, para além de serem extremamente desconfortáveis, inconvenientes e embaraçosas.

    Factores de Contágio:
    · Locais fechados e pouco arejados, nomeadamente locais húmidos e quentes como ginásios, balneários, piscinas, saunas, instalações de apoio dos veraneantes e praias
    · Susceptibilidade/sensibilidade por parte de cada pessoa, mas cuja natureza é ainda desconhecida
    · Baixa imunidade do organismo, que pode ser devida a stress, doenças como a sida e a diabetes, quimioterapia, entre outros
    · Partilha de toalhas, tapetes, meias, sapatos
    · Praticantes de desporto
    · Pessoas menos novas
    · Profissionais de limpeza e jardinagem
    · Quem tem problemas como a diabetes, obesidade, podológicos, doenças cardiovasculares e imunodeficiências, etc.

    Existem ainda os efeitos psicológicos da doença:
    - Causa embaraço e vergonha;
    - Provoca medo de contágio a outras pessoas;
    - Provoca perda de auto estima, ansiedade e isolamento social.

    Não esqueça: a interrupção do tratamento favorece a persistência do fungo, ou a sua recaída.

    O acompanhamento podológico de pessoas com onicomicose garante tratamentos eficazes, principalmente após o resultado de análise ao fungo (procedimento existente na DOUTORPÉ), contribuindo desta forma para a melhoria substancial da qualidade de vida destes doentes.

    Como tal, deve consultar o seu podologista para indicação do tratamento mais adequado ao seu caso.